Agro Valley faz mapeamento e identifica mais de 5 mil alunos ligados ao agronegócio

Região reúne diferentes cursos ligados ao agronegócio e uma das maiores infraestruturas de pesquisa aplicada do país

Londrina se consolida como um dos principais polos de inovação agro do Brasil graças à forte integração entre universidades, institutos de pesquisa, ambientes de inovação e o setor produtivo. Um levantamento feito pela Agro Valley – governança de inovação agro, mostra que a cidade reúne mais de 5.000 estudantes matriculados em cursos relacionados ao agronegócio, além de uma infraestrutura científica expressiva, preparada para apoiar pesquisa, validação tecnológica e formação de talentos.

O estudo levantou dados das instituições de ensino da região, que são: IFPR, UEL, UTFPR, UniFil e Unopar. Juntas, as instituições de ensino somam alunos em áreas como Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Engenharias, Tecnologia em Alimentos, Biotecnologia, Ciência Biológica e Tecnologias da Informação. 

Além disso, o levantamento também destaca o nível de excelência dos cursos. Somente na UEL, as pós-graduações em Biotecnologia e Ciência Animal são nível 7 na CAPES e a Agronomia nível 6. Já na UniFil, por exemplo, o curso de graduação em Agronomia tem nota 5 no MEC. 

Da academia para o instituto de pesquisa na AgroValley 

O território também abriga uma infraestrutura científica de referência nacional. De acordo com os números, Londrina conta com: 38 casas de vegetação, 350 hectares de área experimental, 31 laboratórios de pesquisa e mais de 90 pesquisadores atuando diretamente. As instituições de renome como Embrapa Soja, IDR-Paraná e Instituto Senai trazem essas contribuições. 

Essas estruturas apoiam pesquisas em bioinsumos, genética avançada, soja de baixo carbono, agricultura 5.0, robótica, sistemas embarcados, inteligência artificial e ciência de dados.

“A força do ecossistema de inovação agro de Londrina nasce da capacidade de unir ciência, educação e campo. Quando vemos mais de cinco mil estudantes envolvidos com o agronegócio e institutos de pesquisa com estrutura completa, entendemos que este território tem um potencial único, afirma Tatiana Fiuza, coordenadora da Agro Valley e Diretora de Inovação da Sociedade Rural do Paraná. 

Ela explica que o papel da Agro Valley é conectar esses talentos e instituições às demandas do setor produtivo, transformando conhecimento em impacto para o agro e para a região. “Neste contexto, para a Agro Valley, essa base científica e formadora é pilar estrutural e de um grande diferencial do nosso ecossistema”, ressalta. 

A governança Agro Valley atua integrando universidades, institutos, startups, cooperativas, empresas e produtores rurais, promovendo articulação contínua e iniciativas que fortalecem a inovação no agronegócio regional.

Sobre a Agro Valley

A Agro Valley é a governança de inovação do agronegócio de Londrina e região, responsável por articular instituições, promover conexões e fortalecer o desenvolvimento territorial por meio da ciência, tecnologia e inovação.


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